Miwa Fabiane – Trekking: me descubro, me conheço, me permito

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Miwa Fabiane – Trekking: me descubro, me conheço, me permito

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Foto: Arquivo pessoal Miwa Fabiane

O que eu queria para esse ano era apenas que ele fosse diferente, que deixasse de ser aquela rotina maçante de casa – trabalho – casa. E foi o que eu fiz, comecei viajando, uma viagem simples e rápida para São Paulo capital, para um tour gastronômico, sai em um voo no sábado de madrugada e voltei na segunda a noite, correria? Com certeza, mas repleto de surpresas e pratos deliciosos. Ao retornar, já me preparei para  botar o pé na estrada, mais uma vez; desta vez rumo a Boituva, interior de SP, para ser jogada de um avião a 12 mil pés, ficar 60 segundos em queda livre, a aproximadamente 220 km/h. Sim, fiz a maior loucura da minha vida, até agora, pulei de paraquedas. O medo de altura, o pânico de não conseguir olhar para baixo, foi deixado de lado e soube aproveitar cada segundo lá em cima. Foi libertador e renovador! Regressei a terrinha, pronta para a próxima, e acredite, ela realmente estava próxima, mal parei em casa e já estava dentro de um avião rumo a Salvador – BA, para assistir um show. Loucura total. Fiquei por lá nada mais, nada menos que dois dias e voltei a realidade.
A rotina casa- trabalho – casa voltara, mas eu queria mais, queria a liberdade, queria a adrenalina de saltar de paraquedas de novo, queria o contato com a natureza, queria mais. Então fui a busca, procurei e achei! Encontrei um grupo de hiking e trekking aqui em Campo Grande, comecei e não parei, até agora. Como muitos dizem: a primeira vez é inesquecível! E realmente foi, fui com meus irmãos e minha cunhada; quatro marinheiros de primeira viagem, as trilhas realizadas, até então, eram tipo aqueles passeios de poodle no quintal da chácara ou da fazenda; fomos sem conhecer ninguém, muito menos o local, Cachoeiras do Inferninho (Olha o nome?! Quem não se assusta), pois bem, demos conta e o lugar é incrível! Eu mal sabia na encrenca em que eu estava me metendo, após essa iniciação. Pouco depois, já estava em contato com o grupo e já me programei para a segunda vez, mais cachoeiras e com os amigos, rimos, nos divertimos, tiramos fotos e nos conhecemos.

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Foto: Arquivo pessoal Miwa Fabiane

Não nos damos conta, mas ao sairmos da nossa área de conforto, nos colocamos em situações onde precisamos nos adaptar ao ambiente. Nos hikings seguintes fiz com alguns amigos e outros sozinha, uns para refletir, outros para contemplar. O trajeto podia até ser o mesmo, mas cada um deixou a sua história, mas a que iniciou uma nova etapa foi a minha primeira vez no Morro do Ernesto, fui sem conhecer ninguém, além dos guias, estava nublado, fresquinho e as chances de ver o por do sol, que era o objetivo (sim, o desejo era o por do sol, a subida era apenas empecilho), parecia impossível. Eu, Miwa, estava com a cabeça cheia de preocupações, cansada e irritada (o que é muito fácil de acontecer) e só queria paz e tranquilidade, fui para o piquenique e admirar a paisagem; subi, consegui, uhuul cheguei no topo, olhei para  frente a Serra de Maracaju e lá no fundo uma bolinha laranja irradiante, apesar das nuvens la estava ele, lindo e majestoso, o pequeno sol surgiu, fez seu espetáculo e logo se foi. Redescobri ali a fotografia! Uma de minhas paixões esquecidas.

Desde então uni minhas paixões, a natureza, os trekkings e a fotografia em um só lugar, tudo junto e misturado, querendo ou não uma mistura que esta dando certo. A satisfação de conseguir registrar aquele momento específico, com aquela paisagem de fundo, não é apenas questão de estar na hora e no lugar certo; são muitos sentimentos envolvidos. Gratidão. Carinho. Adoração. Amor. Amizades.

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Foto: Miwa Fabiane

Cada trechinho que ando, me descubro, me conheço, me permito. Me descubro: sou sociável, coisa que até pouco tempo jurava não ser.

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Foto: Arquivo pessoal Miwa Fabiane

Me conheço: sou quieta, sempre fui, mas a aquietação me fez ver as diversas situações de maneira diferente; para mim era daquele jeito e pronto, hoje vejo que posso ser melhor que aquilo e fazer algo incrível. E me permito, pois me permiti conhecer pessoas novas, lugares novos, costumes diferentes. Me permiti ser feliz e ser eu mesma! Me permiti fazer, vivenciar situações inusitadas como dormir em uma barraca, no alto da Serra de Maracaju, embaixo de chuva, raios, trovões e muito vento gelado; me permiti rir e sorrir de todos os perrengues que me foram apresentados. Eu me permiti mudar e ser eu mesma!
O prazer que sinto de sair de casa, seja num domingo cedinho ou num sábado a noite para contemplar o que há de bonito por aqui, é indescritível. Iniciei uma descoberta por Campo Grande, de uma outra forma! Descobri que essa cidade é linda e tem lugares escondidos maravilhosos, que valem cada clique, cada gota de suor. Quer ir? Vá! Só não espere voltar o mesmo. Eu fui, e agora não quero mais voltar. Em um desses “passeios de poodle” disseram: Esse negócio é viciante, cuidado! No primeiro momento não acreditei; hoje digo: Cuidado! Isso é um vicio, um vicio bom. Depois que você começa, você não para mais.
Compartilhamos momentos! Trocamos experiências! Nos viciamos! Estendemos as amizades do trekking para a vida! No último trekking que fiz, alguém disse: Pessoas boas se encontram para para fazer coisas boas! Então, seja bom!

 

14188640_1264041740306680_4582916343784588397_oColaboração para este Andanças: Miwa Fabiane

Médica Veterinária

Descobridora de si mesma

https://www.facebook.com/miwa.fabiane

@miwafabiane

 

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